Quem é Jesus?
Junho 5, 2008 · Não Há Comentários
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Gente que impressionou…
Maio 31, 2008 · Não Há Comentários
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UMA PITADA DE EVANGELHO: um sal pra pressão baixa!
Maio 31, 2008 · Não Há Comentários
Referencias: os quatro evangelhos.
O Evangelho manda andar quieto, com pouco peso, sem papo furado pelo caminho, indo sem força própria, mas como um cordeiro ainda que em meio aos lobos; e isso sem desejos inquietos, sem frisson social, antes, desejando paz onde se entra; e permanecendo onde quer que se seja acolhido por filhos da paz; e manda ainda o Evangelho que em se indo… — que se pregue e se cure os doentes; e que se anuncie que o reino de Deus é chegado sobre todo aquele que crê.
O Evangelho manda que se ande sem ansiedade pelo que comer ou beber; pois, o Pai sabe e cuida; antes exorta a que se busque o reino em nós como bem maior; e garante que a simples Presença Primeira do Reino em nossa existencialidade, harmoniza a vida à nossa volta, de modo que todas as coisas que nos sejam necessárias nos serão acrescentadas.
O Evangelho manda que nossa alegria seja espiritual e não fundada nas cócegas irrisórias dos valores de neblina deste mundo.
O Evangelho ordena que a ninguém olhemos com preconceito, a menos que desejemos receber o conceito de Deus contra nós.
O Evangelho manda que nossas melhores festas sejam dadas a quem nunca tem alegria, como pobres, cegos, coxos, paralíticos, marginalizados e doentes.
O Evangelho diz-nos que perdoemos sempre; mesmo que seja algo inconcebível como 70 x 7 por dia.
O Evangelho afirma que Jesus só comparece a ajuntamentos de perdão, reconciliação e harmonia; ainda que apenas de duas ou três pessoas.
O Evangelho não ensina a fazer da Fé um Show e menos ainda o Show da Fé; ao contrario, manda que tudo seja feito de modo que mesmo o maior impacto seja logo esvaziado de todo show, para que fique apenas a pessoa e Jesus.
O Evangelho manda que não se tenha respeitos humanos, mas apenas respeito pelo ser humano; sendo que o primeiro tem a ver com posições e poder; e o segundo com a mera constatação reverente do outro como um ser.
O Evangelho designa homens e mulheres para serem sal, luz, sombra, ninho, abrigo, água fresca, pão, telhado, abraço, acolhida, hospitalidade, solidariedade, verdade, justiça, presteza, integridade, honestidade, lealdade, simplicidade e amor de Deus para com todos os homens; e, antes disso, uns para com os outros como discípulos de Jesus.
O Evangelho manda fazer o bem com a ignorância da naturalidade do amor de uma pomba; e discernir o mau com o olhar de uma serpente.
O Evangelho manda amar ao próximo como a nós mesmos, pois, somente assim o bem ao próximo é feito como quem toma banho, cuida de uma ferida, e penteia o cabelo sem virtude pessoal no que faz por si mesmo.
O Evangelho manda amar a Deus sobre tudo e todas as coisas, pois, sem o amor de Deus, que coisas haverá para serem de fato amadas e apreciadas?
Ora, eu poderia escrever até morrer de exaustão, sempre dizendo o que é o Evangelho e o que ele nos ordena como discípulos. Todavia, tudo o que se diga para sempre sobre isso, jamais será mais do que o que o Evangelho é: Deus, em Cristo Jesus, reconciliando consigo mesmo o mundo; e a nós de quebra…; e nós, por essa razão, tornando-nos os mais felizes, gratos e perdoadores de todos os seres humanos; inclusive de nós para nós —; e, portanto, os pobres que enriquecem a muitos.
Mas para quem desejar conferir por só saber que algo é o Evangelho se vier “entre aspas” ou com um monte de referencias ao “livro Bíblia”, abra a Bíblia e veja.
Eu, entretanto, escrevo assim [sem referencias ou citações], de propósito, desafiando os descrentes a lerem os evangelhos a fim de encontrarem qualquer coisa que não seja exatamente aquilo que nas palavras acima ditas expressam o espírito das palavras do Evangelho.
É somente assim o caminho que leva de meninos a homens! — Boys to Men!
Nele, que é a Palavra da Vida; o Evangelho,
Caio
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O Evangelho que Liberta
Maio 31, 2008 · Não Há Comentários
E para você, o que significa o Evangelho? O que foi que o Evangelho fez por você?
Deixe a sua mensagem!
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O QUE JESUS SIGNIFICA PARA VOCÊ FORA DO “CULTO”?
Maio 26, 2008 · Não Há Comentários
Se você quer falar sério, ser honesto; sem auto-engano; sem auto-proteção; sem auto-ajuda contra a verdade; sem auto - lá pra nada… — então, leia as afirmações de Jesus por mim transcritas abaixo, todas sobre “mundo” numa perspectiva de sistema maligno [nem sempre este é o sentido do termo; e aí reside grande confusão]; e as responda de coração.
Ao final você saberá o que Jesus de fato significa para você e o que a Palavra Dele importa em sua existência.
Vamos lá?
E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. João 12:47
Pergunta:
Se você lesse isto e não soubesse que foi Jesus quem falou, o que você, como religioso, diria de tal pessoa?
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis. João 14:19
Pergunta:
Você de fato aceita a idéia de que a vida com Jesus só se faz visível no mundo pelo amor, que sem amor, nada de Deus é visto? E crê que a verdadeira vida com Deus acontece na existencialidade, no coração; e não no palco das apresentações de “fé”? Você prefere no fundo do coração que o mundo perceba você ou que Deus saiba você?
Perguntou-lhe Judas (não o Iscariotes): O que houve, Senhor, que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? João 14:22
Pergunta:
Você não acha que a pergunta de Judas é idêntica à de um marqueteiro evangélico? Afinal, quem quer Jesus como relacionamento? A maioria o quer como ajuntamento poderoso e influente. Um Jesus Global-Grupal é melhor do que o Jesus Íntimo?
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27
Pergunta:
Se você de fato cresse nisso sua vida seria tão frágil e levada por todos os ventinhos de brisas de contratempo? Então, por que você não começa a crer e a confiar?
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. João 15:18
Pergunta:
Por que você acha que crente tem a expectativa de ganhar o mundo e de fazer a “Igreja” a consciência moral da sociedade? E por que tudo o que a “Igreja” faz é provocar o ódio do mundo querendo mandar nele, ao invés de provocar o ódio do mundo apenas por curar e acolher os que o mundo quer que morram e desapareçam?
Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. João 15:19
Pergunta:
Você acha que poder diante do mundo significa poder diante de Deus? O mundo odeia a Jesus e ao discípulo tanto mais quanto o discípulo seja como Jesus? Se é assim, por que então essa vontade de ser “amado pelo mundo”?
E quando ele [o Espírito Santo] vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo João 16:8
Pergunta:
Você acredita mesmo nisso? E se acredita, por que, então, você tenta tanto ser o “Espírito Santo” de seu próximo, ao invés de ouvir a Voz do Espírito para você?
Em verdade, em verdade, vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós estareis tristes, porém a vossa tristeza se converterá em alegria. João 16:20
Pergunta:
A Ressurreição de Jesus é para você uma “certeza” histórica e uma “doutrinária cristã” [apenas], ou é o fator que energiza a sua existencialidade com força e poder e que converte tristeza em alegria todo dia?
Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33
Pergunta:
Você acredita que possuir consciência acerca da inevitabilidade da dor e da tribulação é o que põe você no caminho no qual você aprende a ter paz em Jesus, e paz acima das circunstâncias da existência? E se é assim, por que tanta revolta?
Agora é com você!
Nele, que nos chama a comer a comida e não a decorar o cardápio,
Caio
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Ser Salvo
Maio 20, 2008 · Não Há Comentários
Não permitais, pois, que o pecado venha a prevalecer nos vossos corpos mortais, entregando-vos aos prazeres da carne. Nem consitais que o corpo se torne, por assim dizer, instrumento do mal para servir ao diabo. Mas, como resgatados duma morte certa, colocai-vos nas mãos de Deus como instrumentos do bem para o servirdes. O pecado não deve vos dominar, porque já não viveis sob a lei, mas sob a graça. Romanos 6:12-14.
Ser salvo - Ariovaldo Ramos
Estava ouvindo Norah Jones, a extraordinária cantora de jazz (esse som do céu), americana, que, merecidamente, ganhou, de uma vez, 8 grammys, o Oscar da música americana, quando Judith me chamou a atenção para o fato da voz de Norah lembrar, muito, a voz duma grande amiga nossa, outra cantora maravilhosa. Imediatamente fui transportado para a realidade dessa amiga.
Nossa amiga é uma mulher que, até ser salva por Cristo, só conheceu o sofrimento, do mais atroz; consumida pelas drogas e pela violência, teve sua genialidade comprometida, de fato, era para estar vegetando sobre uma cama, foi, miraculosamente, salva por Jesus. Foi e está sendo salva, pois, ela pode ir muito mais longe. O que me leva para a questão que gostaria de lhe propor.
O que é uma pessoa salva?
Um ser humano salvo é alguém que se tornou semelhante a Jesus, como preconiza Rom 8.29. Uma pessoa semelhante a Jesus reproduz o caráter dele: ama ao Pai, a si mesmo e ao próximo como ele amou. E você sabe, o amor está, basicamente, definido em 1Co 13 e em Gl 5.22,23: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. Depois de amor deveria vir a pontuação “dois pontos”, porque todas as demais virtudes são componentes do amor. Uma pessoa salva é alquém que, a exemplo de Jesus, tem os dons e talentos plenamente desenvolvidos, fazendo tudo o que pode, cumprindo, cabalmente, o seu, insubstituível, papel na vida; tendo, portanto, superado seus traumas e fraquezas pelo pleno domínio da natureza divina em si. Está totalmente curada: espiritual, física e emocionalmente. Também, está curada socialmente, seus relacionamentos são sadios, não comete mais nenhum tipo de acepção de pessoas. E, finalmente, coroando o processo, todo o ambiente em que vive, suas circunstâncias estão curadas. O que implica na necessidade do estabelecimento do novo céu e da nova terra para a consecução da salvação.
Então, ninguém está salvo! Dirá você. É que, ao mesmo tempo, em que já estamos salvos, estamos sendo salvos. Como disse Paulo em Fp 2.12b: “Continuem trabalhando com respeito e temor a Deus para completar a salvação de vocês.”(BLH). A salvação tem fazes: 1- Sair do inferno - “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.” (Col 1.13,14). Tem um lado nessa fase, que precisa ser bem acompanhado, a gente é convertido, perdoado, porém, pode trazer muitas das cadeias que nos aprisionavam: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos (Col 3.5-9).
O problema é que estas questões, não só estão em nossa natureza, como, são ressaltados por nossos traumas, e pelo jeito, errado, como aprendemos a ser gente, dando espaço para o inimigo em nossas vidas. É uma fase em que, muitas vezes, precisamos de libertação, embora, estejamos convertidos. 2 - Reaprender a ser gente - “ Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Fp 4.8). Crescemos, na maioria dos casos, sendo gente do jeito errado: “ fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram.” (1Pe 1.18b). Logo, temos de reaprender a ser gente, que é um processo de aprendizado dos valores pregados pela Bíblia, é processo de mudança de forma de ver o mundo, pela renovação dos conceitos:”E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” (Rm 12.2). 3 - Tornar-se gente nova - Uma coisa é concordar com os conceitos de Jesus, outra, bem djferente é reagir como ele, amar e servir como ele. Isto é resultado de um processo de arrependimentos onde a natureza divina vai tomando todos os espaços de nosso ego, até que a beleza de Cristo se veja em nós, pela manifestação de seu caráter. 4 - Alcançar a plenitude como pessoa - Esta é uma face da salvação, da qual nem sempre nos damos conta. Uma pessoa está completamente salva quando alcançou a plena realização como ser humano, está integrada à comunidade e está no pleno uso de seus dons e talentos.
Isso pede que a Igreja seja um lugar de estímulo ao salvo, um lugar de devoção, comunhão (uma comunidade de amigos), um espaço onde todos os dons e talentos possam expressar todo o potencial recebido do Senhor. A Igreja é chamada a ser exemplo de ambiente de emancipação humana e, também, para ser agente da mesma no mundo. Por isso a ação social e politica faz parte da pregação do evangelho. Ser salvo é ter recuperado a dignidade humana em toda a sua abrangência.
Ariovaldo Ramos
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Coragem Para Pensar Fora da Caixa
Maio 17, 2008 · Não Há Comentários
Ricardo Gondim. www.ricardogondim.com.br
Os escritores norte-americanos Phillip Yancey, Ronald Sider, Rob Bell e Jim Wallis vêm afirmando que o movimento evangélico já não consegue responder satisfatoriamente aos desafios deste milênio.
Realmente. Na Europa pós-cristã, ele permanece periférico; nos Estados Unidos, foi absorvido pela religião civil do “Destino Manifesto” – que considera o país eleito e abençoado por Deus; na América Latina seu crescimento numérico o afasta do protestantismo clássico enquanto se condena a tornar-se uma religião popular sem práxis transformadora.
Considerando a obra de Thomas Kuhn sobre mudanças de paradigmas, “A estrutura das Revoluções Científicas”, dá para perceber como o movimento evangélico se esvazia. Para Kuhn, um paradigma enfraquece quando se torna incapaz de explicar algum fenômeno científico, mesmo que já tenha servido para nortear a pesquisa. Os paradigmas, depois de convincentemente desafiados por novas evidências, precisam sofrer mudanças.
Na tese de Kuhn, enquanto um paradigma se mostrar eficiente, as pesquisas e as descobertas são graduais e cumulativas. Porém, no instante em que as inovações deixam de ser absorvidas, as rupturas passam a ser bruscas; surgem pessoas que se atrevem a desafiar tanto os antigos conceitos quanto a noção do progresso gradual e constante do saber em direção à verdade.
Muito tem sido publicado procurando um diálogo da teologia com a historiografia, psicologia, física quântica, sociologia, antropologia e até arqueologia; novos pensadores evangélicos se revezam criticando alguns pressupostos. Segundo Kuhn, todos eles pagarão um alto preço por essa aventura; seguirão Galileu, que quase morreu quando descobriu que Júpiter tinha luas. Por derrubar a astronomia ptolomaica desacreditou também a teologia que acreditava num universo geocêntrico. A igreja defendeu seus dogmas e Galileu, para salvar a pele, precisou se retratar.
Os evangélicos tentam responder à atual crise de várias maneiras.
Com a resposta piedosa. Ressoam apelos de que os crentes precisam voltar a orar. Li no quadro de aviso de uma igreja uma convocação para que os crentes entrassem numa “maratona” de oração. O pastor queria promover um avivamento espiritual colocando sua congregação de joelhos. Vale perguntar se é preciso mais intercessão ou se não é hora de repensar o conteúdo das orações. Convivi entre os pentecostais por anos e posso afirmar, sem medo de errar, que multiplicar os “círculos de oração”; não resolverá o problema.
Com a resposta legalista. Avivalistas acusam, com dedo em riste, que “o mundo entrou na igreja”. Alguns acham que conseguirão anular o declínio ético propondo que “endurecereçamos” nos usos e costumes. Os jovens, principalmente, deveriam se arrepender do estilo de vida “carnal” que adotaram. Eles esquecem que o legalismo não tem valor nenhum contra a sensualidade e que impor tantas exigências acaba gerando mais hipocrisia.
Com a resposta ortodoxa. Já escutei líderes evangélicos afirmarem que carecemos de uma nova Reforma. Alguns buscam reavivar liturgias e paramentos de trezentos anos atrás. Os evangélicos realmente se distanciaram de várias doutrinas do protestantismo do século XVI. Contudo, seria ilusão pensar que um novo Lutero resgatará o movimento. Em um mundo globalizado, com tanta complexidade cultural, uma nova Reforma, semelhante àquela, jamais se repetirá.
Com a resposta organizacional. Principalmente os estadunidenses tentam manter suas igrejas pelo viés da administração eclesiástica. Eles acreditam que a fé voltará a ser relevante com uma liturgia mais “amigável”, com uma mensagem mais contemporânea, com bons estacionamentos e criando redes ministeriais.
Diante da crise, acredito ser preciso fazer um novo “dever de casa”; admitir que urge começar a pensar fora da antiga caixa e ter coragem de enfrentar novos desafios.
Para essa tarefa, proponho que a Graça volte a ser pedra principal da espiritualidade cristã e que o exercício teológico leve, até as ultimas conseqüências, o amor gratuito de Deus; que se enfatize que Ele não faz acepção de pessoas; que se reverta a tendência de transformar as igrejas em “Bingos” onde muitos buscam milagre e poucos recebem benção. Por último, é preciso aprender a pensar globalmente. Não é possível continuar apostando que Deus prospera os crentes que gostam de supérfluos e desprezar os miseráveis dos campos de refugiados africanos e das periferias urbanas brasileiras.
Junto com o enfraquecimento de um paradigma tanto existe o desafio para que saiamos do quadrado e demos um salto qualitativo, como a possibilidade de nos condenarmos ao anacronismo.
A decisão está em nossas mãos.
Soli Deo Gloria.
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Graça ou Preconceito? Escolha logo!
Maio 15, 2008 · Não Há Comentários
Preconceito é cegueira na alma; é viseira no todo entendimento; é tapume sobre a percepção; é um denso véu contra a luz; é uma burka sobre o espírito; é o coveiro da verdade; é o verdugo da bondade; é o diabo no ver; é o satanás do sentir; é a sepultura de possíveis reconciliações; é o enxofre humano que faz estatuas como a mulher de Ló.
Em Cristo não há homem nem mulher; nem escravo nem liberto; nem judeu nem grego; nem bárbaro, nem celta e nem nada que signifique que alguém seja alienígena para seu próximo.
Entretanto, essa visão de Cristo é para quem está em Cristo; e é apenas para quem o estar em Cristo seja um fato da vida; pois, somente assim tal verdade do estar em Cristo se torna um fato fora do texto que a propõe; se encarnando na vida de quem diz crer.
Portanto, para que esse estar em Cristo seja verdade, não pode haver preconceito.
Se há preconceito não é entendimento da Graça!
Pode alguém confessar que de si mesmo está perdido, que de Deus recebeu perdão de graça [em razão de Cristo], e ainda assim, ser preconceituoso?
Não se engane:
Todo preconceito, nenhuma Graça; algum preconceito, alguma Graça; pouco preconceito, pouca Graça; nenhum preconceito, toda Graça.
Seria então a Graça uma barganha com as nossas virtudes relacionais?
Ah! Claro que não! Entretanto, se a Graça é seiva, o fruto tem de ser amor; e no amor não há medo; e todo preconceito é medo feito hostilidade ou indiferença. Assim, onde há Graça não pode haver preconceito, assim como onde há luz não existe trevas.
Se eu digo que apesar de meus muitos preconceitos a Graça se derrama sobre mim, estou mentindo contra a verdade; pois, a Graça se derrama sobre mim a fim de me quebrantar em meus juízos e preconceitos; mas se eu neles insisto, a Graça se recolhe de sobre mim; e me deixa viver de minha anti-graça para com meu próximo.
Juízo é viver por conta própria; sem a Graça.
Dizer: “Pai, não faze acepção a meu respeito assim como não faço acepção de pessoas” — é equivalente a orar: “Perdoa-nos os pecados, assim como nós perdoamos os nossos devedores”.
Graça e preconceito são tão antitéticos quanto amor e ódio!
Assim, pare de defender seus preconceitos e suas hostilidades, e, com honestidade, saiba: caso você não converta a sua mente do estado de preconceito ao espírito da Graça, tampouco o Pai Celeste tratará você sem acepção; pois, Aquele que manda perdoar a fim de que mantenhamos a fidelidade ao espírito do perdão recebido de Deus, implicitamente ensina que do mesmo modo quem recebe Graça não pode mais antipatizar e se mostrar preconceituoso contra ninguém.
Decida: ou Graça ou preconceito? Ambos só andarão juntos se o diabo se converter.
Pense nisso!
Caio
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Bono e a Graça
Maio 15, 2008 · Não Há Comentários
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Só Existe Hoje
Maio 15, 2008 · Não Há Comentários
O dia do Deus da Verdade é, para o homem, o Dia Chamado Hoje.
O passado é uma lembrança.
O futuro uma fantasia.
É no Hoje que se pode verdadeiramente viver.
Além disso, o Hoje é a porta da eternidade no tempo.
Eternidade e Tempo se tocam no Momento-Hoje.
O passado é história de memórias feitas palavras, letras ou marcos. E, portanto, pertence ao tempo que deixou de ser tempo e virou recordação.
O futuro é ficção, seja construído pela esperança, pela desesperança, pela indiferença, ou mesmo pela vontade de morrer — entretanto, para o homem, é apenas um sonho, uma fantasia boa ou má. A fantasia é o estelionato do que não sendo tenta passar pelo que é.
O Dia-Hoje é fé. Sim! Ele não é ficção porque É, existe. Ora, a fé é. É Certeza. É convicção. Desse modo, somente a fé serve ao Hoje, pois o Hoje é.
A verdade é.
Deus é espírito.
Deus é.
Por isso, o encontro com Deus é Hoje, pois, o Hoje é o ponto no qual a verdade se manifesta como espírito. O espírito é. Hoje carrega espírito e verdade. Hoje, portanto, é para o homem o único dia passível de ser Dia de Deus.
Sendo Deus o Deus da Verdade, que outra relação poderia ter Ele com os homens senão no Hoje?
Afinal, por mais verdadeiro que o passado tenha sido, já não é. E por mais verdadeiro que um dia o futuro venha a ser [exato em relação ao tempo no qual era sonho no passado] — ainda assim não é nada além de especulação; pois no dia em que se tem tal certeza, o futuro já não futuro, mas presente, e, assim, já terá feito a si mesmo passado em relação a si mesmo antes de virar presente.
Portanto, passado e futuro não são. O passado por ter sido, e o futuro por ainda não ser. E quando for já não será, pois, terá se tornado passado.
O Hoje, portanto, é o único ponto no qual a verdade se manifesta.
Por isso Jesus não aceitou o passado como avalista do Hoje, e nem acatou o futuro como significação do Presente.
Foi por esta razão que Ele falou do passado com “porém” e avistou o futuro com “catástrofe”, e nem por isso deixou de verdadeiramente viver o Hoje sem saudades passadas e sem ilusões futuras.
Quem vive do passado não vive. Recordar não é viver; recordar é ter vivido.
Quem vive do futuro não vive. Projetar poder ser, mas ainda não é…; e, portanto, ainda não é vida, mas apenas uma projeção que pertence à fantasia.
A fé tem passado como esperança para hoje e tem futuro como certeza no agora. Assim, somente na fé — passado e futuro deixam de ser apenas memória e fantasia; pois, a fé atualiza tudo no Hoje, em verdade.
Por essa razão em Jesus não há destino. Afinal, que destino há se a única realidade que é, o é no Hoje?
Na fé o destino é Hoje; e, assim, se destina ao agora.
É por tal razão que para Jesus o significado de tudo está no Hoje.
Hoje é o dia. O único Dia.
O resto não é.
É — é Hoje.
Caio
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