Oasis da Graça

Graça

Maio 14, 2008 · Não Há Comentários

Paulo, apóstolo, propôs um silogismo:

Premissa maior:
pois nele (Deus) vivemos, e nos movemos, e existimos,(1)

Premissa menor
todos (de Deus)l se extraviaram (2)

conclusão:
Não existimos mais.

Deus é o lugar de existência, rompemos com ele, não temos mais lugar para existir. Como não temos como sustentar nossa existência, não deveríamos existir mais. Nós e tudo o que foi criado para sustentar ou corroborar com a nossa existência.

O fato de existirmos exige uma interferência que contrarie e seja superior à força da lógica.

Esse fator tem de ter agido desde antes da criação, porque se antes do rompimento o fator capaz de subverter a lógica não tivesse sido deflagrado, o efeito do rompimento não teria como ser contornado.

Deus sabia que o ser humano iria cair. Por que, então, o criou?
Era uma vez quando nada tinha se passado e nem se passaria porque era a eternidade, e a eternidade é sempre e sempre é. O Deus eterno decidiu criar e tudo se fez da melhor maneira que podia se fazer. E o tempo começou.

Como falar da eternidade?

Deus criou-nos, apesar de saber de nossa escolha porque não há outro jeito de criar um ser livre.

Deus criou uma raça que iria escolher contra ele porque o seu amor não pode ser atingido pela frustração.

Deus criou porque assumiu sofrer o ônus cobrado pela justiça. A justiça cobrou o sacrifício de Deus. Foi aqui, no sacrifício, que a história começou.

Começou a história, cujo início é fruto da convulsão na eternidade. Deus teve, por decisão própria, de se sacrificar! A paz da eternidade foi quebrada na criação e restaurada no sacrifício. O que, na Eternidade, é imperceptível.

Essa dimensão da história, em que vivemos, nasce no sacrifício porque sem ele nada do que foi feito se fez.

Ariovaldo Ramos

Categorias: Espiritualidade

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